O que é Marketing
Digital?
Em
2000, quando Madonna lançou o álbum Music, ela ficou p* da vida, pois o álbum
vazou na Internet antes do lançamento oficial. Em 2005, com o lançamento do
álbum American Life, aconteceu a mesma coisa e depois com todos os álbuns que
vieram depois. Com o tempo, ela percebeu que não adiantaria ficar p* da vida,
ainda mais que, no lançamento do Confessions on a Dancefloor, mesmo com o álbum
tendo vazado na Internet dias antes do lançamento oficial, conseguiu ser o
número 01 em mais de 29 países, inclusive em nosso país. Que lição tirar
disso?
Primeiro,
já está na hora das grandes gravadoras aprenderem que não há como voltar atrás,
os fãs, ansiosos e ensandecidos, continuarão a fazer o download dos álbuns de
seus ídolos e muitos, ainda assim, comprarão o CD.
Segundo,
venda de CDs não é mais a fonte de renda principal de artistas, mas shows. Não
é a toa que Madonna assinou contrato com uma empresa de show, deixando a Warner
de lado, depois de anos.
Terceiro,
internet é amiga, não inimiga. E a loira percebeu isso e hoje utilizasse da internet
para promover seus trabalhos, seus projetos pelo mundo todo.
Ela
entendeu que na era digital, tentar ser inimiga da internet é perigoso, muito
perigoso, que o legal mesmo é entender os caminhos que ela abre todo santo dia.
E aí, a mulher tratou de correr contra o tempo e lançou my space, facebook,
youtube, newsletter e tudo mais.
Ela
aprendeu sobre o marketing digital sem saber que esse era o nome dado a estes
novos caminhos de promoção, de informação, de distribuição. E todos os dias,
qualquer ser humano que faz uso da internet para promover nem que seja a
festinha de aniversário, no sábado a noite, no bar dos bebuns, está fazendo
marketing digital.
O
Wikipédia traz a seguinte definição para marketing digital: “Marketing digital
são ações de comunicação que as empresas podem se utilizar por meio da Internet
e da telefonia celular e outros meios digitais para divulgar e comercializar
seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar a sua rede de
relacionamentos.”
É
uma definição incompleta. Primeiro, não são apenas empresas que fazem uso do
marketing digital, como disse anteriormente, qualquer ser humano conectado a
net. Segundo, não comercializar produtos apenas, mas serviços, dividir uma
ideia, um pensamento, uma frustração, a busca pelos 15 minutos de fama.
O
marketing digital ampliou a definição de marketing puramente empresarial,
focado naquelas velhos conceitos de P’s, A’s e C’s.
“Marketing
é o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar
relações de troca”. (Phillip Kotler)
Não
apenas trocas, mas relações de compartilhamento. A era digital trouxe uma nova
concepção para o marketing, o de dividir, quanto mais dividimos, mais
resultados alcançamos.
Imagine
a cena: sou designer e como tal crio uma arte para o meu DVD “genérico” do show
Re-Invention da Madonna, não lançado oficialmente e coloco esta arte para
download no meu blog. Em alguns segundos, a tal arte já tinha sido baixada 30
vezes e o acesso ao meu blog crescido em 50%. Eu compartilhei uma arte que
tinha feito para meu uso pessoal e ganhei audiência no meu blog: marketing
digital.
Outra
cena, meu amigo Julio Skov faz vídeos incríveis e um destes vídeos, ele dedicou
para mim. Assim que ele me enviou o link, eu baixei o vídeo e o coloquei no
videolog, em questão de 1 minuto após a publicação do vídeo, tinha mais de 500
visitas. A caixa de e-mails do Julio lota com pedidos de vídeos: marketing
digital.
Mais
uma cena, como mencionei anteriormente, Confessions foi número 01 em mais de 29
países. Ele teria conseguido esta façanha se não tivesse vazado na internet
antes? Eu mesmo comprei o álbum de imediato, pois baixei e adorei (Explicação:
geralmente, não compro álbuns na época do lançamento, espero o preço baixar,
para adquiri-lo), mas com o Confessions foi imediatamente. E assim aconteceu
com muitos conhecidos que resolveram comprar logo o álbum, mesmo já tendo o seu
genérico. Em outras palavras: marketing digital.
Fazer
marketing não é algo exclusivo de grandes agências, qualquer um pode fazer,
claro que alguns mais elaborados; outros, nem tanto. As grandes empresas,
grandes agências têm remodelado seus planos de marketing para se adequar a
estes novos caminhos e descobrir a melhor forma de alcançar seu público que
fica ligado na internet mais do que na TV. E fazer o que um simples designer
dono de uma pequena agência de design faz todo dia: conexão.
E as formas
são muitas: facebook, twitter, orkut, my space, multiply, ning, robo.to,
delicious, blog, site, e-mail, e-mail marketing, newsletter, flickr, you tube,
videolog, rss, skype, gtalk, msn, feed e muitos, muitos mais.
Fazer
marketing digital ficou mais acessível, não necessariamente mais fácil. É
preciso ter cuidado para não dar um tiro no pé e acabar com a própria marca.
Estar no ‘mercado’ digital e ser notado requer um certo esforço para fazer a
coisa certa e adquirir a confiança das pessoas. Exatamente, PESSOAS, não
consumidores ou clientes.
A
era digital obrigou aos marketeiros de plantão a verem as pessoas não apenas
como meros consumidores, mas seres humanos. E se seu marketing digital não
estiver atento a isso, pare imediatamente e recomece. Pesquisa realizada pela consultoria
TNS Research International comprova que na Internet, a confiança conta e muito.
Então, marketing digital também é marketing de confiança e está aí algo que não
existe entre consumidores, mas entre pessoas. Pessoas confiam em pessoas. Esta
mesma pesquisa comprova que “92% dos usuários pesquisam sobre produtos ou
serviços em sites de ecommerce ou comparam preços lojas virtuais e 76% procuram
essas informações em fóruns ou blogs. O estudo constatou também que 56% dos
entrevistados escrevem em blogs, 42% lêem blogs de pessoas desconhecidas, 63%
comentam experiências sobre produtos e serviços e 52% acessam essas mídias para
obter informações sobre o que pretendem comprar”. Em outras palavras, marketing
digital não deve ser feito para consumidores, mas para pessoas.
Parece
loucura, mas a internet trouxe junto com ela um processo de “humanização”.
Acreditar em pessoas que nunca vimos na vida e acreditar no que ela diz. Sabe
aquela história de desligar qualquer luz ou aparelho que faz uso de energia por
uma hora, como você acha que esta brincadeira séria começou? Eu mesmo comecei a
fazer porque acreditei no que uma pessoa do outro lado do mundo, que nem sei
como é a cara, se é branco, amarelo, homem, mulher, escreveu no seu blog. Mas
ele fez seu marketing digital de forma inteligente e cativante que, há quatro
anos, pelo menos, 3 vezes ao ano, eu fico a base de velas, no meu apartamento e
aproveito para tomar um vinho e ficar olhando a noite através da minha janela e
me sinto muito bem.
É
o marketing digital a serviço da consciência ambiental, do planeta. E aí, será
que consegui responder o que é marketing digital? Bem, se esperava
uma
definição do tipo marketing digital é a forma encontrada pelas pessoas..., bem,
esqueça. Velhas definições não cabem neste novo mundo digital, marketing
digital está aí, ao seu redor, todo dia chegando a você pelo seu celular, na
sua caixa de e-mails, nos sites.
Aliás,
acabei de receber um e-mail de um amigo querido, recomendando-me ler um livro
que ele acabou de ler e que achou muito bom e que tem certeza que eu gostarei
bastante. O que ele acabou de fazer? Isto mesmo, marketing digital para um
autor que nem sabe quem é o meu amigo. Qual o livro? A Cabana, que inclusive já
li e realmente é muito bom, duas horas de uma leitura muito agradável, com uma
leitura dinâmica e cativante. (Ops! Olha eu fazendo marketing digital aqui na nossa
rede de alunos de Marketing Digital da ESPM de Brasília).
Mas
é exatamente esta a cara do marketing digital, a cara das pessoas, de zilhões
de pessoas conectadas no mundo inteiro, que compartilham informações, que
conquistam a confiança de estranhos, que colocam a boca no trombone e se
comunicam e transformam.
Texto integral - Christian
de Sousa – The Red
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