terça-feira, 1 de abril de 2014

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

POEMA

Parti o coração em mil pedaços
E lancei-os no jardim do meu quintal
Nasceram mil roseiras com mil braços
De rosas de perfume universal.

Porque será que dentro do meu peito
Sinto o lacerar de mil espinhos
Nesse lugar onde pulsou sem jeito
Um coração sedento de carinhos?

Porque será que rio às gargalhadas
Destes versos que escrevo no papel,
Impulso de mil setas disparadas
Nas horas que cavalgo em meu corcel?

É assim que fujo à solidão,
Me liberto do peso dos tormentos,
Construo um castelo de ilusão
E subo mil degraus sem desalentos.

Rui Torres de Almeida


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