domingo, 1 de março de 2015

DA AUTORA E DE CAMBRES

À procura de um sonho
          Algum dia existiu o sonho? Quem nunca sonhou?
          Os sonhos são as realidades de todos nós. Sem eles não se vive a verdade, o poder do saber.
          Dizem que sonhar implica dormir e dormir implica sonhar. Se assim fosse não haveriam tantas “cabeças no ar” e mais, encontraríamos muitos “olhos inchados” na rua. Sonhar é recriar um desejo, é soletrar uma alegria, é cortar uma fatia do bolo que gostamos para nos dar um pouco mais de alegria. Dormir é uma parte constante equilíbrio, é descansar a mente e o corpo para estar preparado para um novo dia.
          Metade do tempo passamo-lo a sonhar. Sonhamos alto quando pretendemos algo mais. Sonhamos de dia, o que significa usufruir de pensamentos diferentes, em que o sol é o par favorito. Sonhamos de noite com a lua, com as estrelas, em permanente satisfação.
          A palavra sonho, por vezes, indica solidão, quando perdemos a noção do real e procuramos a felicidade onde não existe. Outras, comunica connosco como se fosse um presságio e uma qualidade de vida desejada, provocando uma grande alegria.
          Muitas vezes, quando se fala em sonho, tende a associar-se também o pesadelo. Continua, de facto, a ser um sonho, mas o inconsciente proporciona-nos alguns momentos menos bons. Assim sendo, o pesadelo só existe quando um problema surge e percorre o poder da mente. Vivemos numa sociedade dependente do sonho, pois somos homens, somos racionais, somos parte da natureza. Compreendemos a capacidade de sonhar como quando ouvimos o som das ondas do mar dentro de um búzio.
          É verdade que os sonhos sempre existiram, pena é que nem sempre nos consigamos lembrar deles. Ou então, quando nos lembramos, apenas visualizamos determinados pormenores que, ou são saudáveis ou têm o seu quê de perversos.
          Podemos ainda imaginar, criar, pormenorizar um sonho, remodela-lo e dar-lhe o sentido que queremos, sempre que for esse o nosso interesse primeiro. Isto porque, muitas vezes, somos nós a fazer os sonhos. Basta, para tal, fechar por minutos os olhos e elaborar um acontecimento que tanto gostaríamos que acontecesse.
          E pronto, pensamos, idealizamos, fazemos planos futuros e recorremos à razão para voltarmos à realidade, assim que o tempo se esgotar. A patente do sonho pode também tornar-se num segredo, quando nele apostamos o sabor da pureza que em si existe. Pode ser a sensibilidade, quando se apodera dos nossos sentimentos por tempo determinado. Pode ser a longevidade, se queremos ser felizes permanentemente.
          De modo algum é possível que ninguém sonhe, apenas o interesse do sonho deixa de se revelar, daí que só uma pequena parte dos sonhos noturnos fique retida. Para ser feliz é necessário acreditar um pouco nos sonhos e na possibilidade de existir um sonho extremamente pessoal, à espera que este se realize da maneira mais simples e como nós queremos que seja, para que não se transforme em frustração.
          Sem dúvida que sonhar é acreditar, é pesar a diferença entre o bem que queremos e o mal que excluímos. Sonhar é saber encontrar, é olhar a verdade, é nadar na posição que melhor se sabe, é honrar a liberdade, é abraçar o perigo irreal de uma forma amigável para não provocar quebras na rotina, é racionalizar o futuro.
          Se para ser feliz é preciso sonhar, então temos de fazer um esforço para que o presente da vida seja essa felicidade.
         

Cila

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