À procura de um sonho
Algum dia existiu o sonho? Quem nunca
sonhou?
Os sonhos são as realidades de todos
nós. Sem eles não se vive a verdade, o poder do saber.
Dizem que sonhar implica dormir e
dormir implica sonhar. Se assim fosse não haveriam tantas “cabeças no ar” e
mais, encontraríamos muitos “olhos inchados” na rua. Sonhar é recriar um
desejo, é soletrar uma alegria, é cortar uma fatia do bolo que gostamos para
nos dar um pouco mais de alegria. Dormir é uma parte constante equilíbrio, é
descansar a mente e o corpo para estar preparado para um novo dia.
Metade do tempo passamo-lo a sonhar.
Sonhamos alto quando pretendemos algo mais. Sonhamos de dia, o que significa
usufruir de pensamentos diferentes, em que o sol é o par favorito. Sonhamos de
noite com a lua, com as estrelas, em permanente satisfação.
A palavra sonho, por vezes, indica
solidão, quando perdemos a noção do real e procuramos a felicidade onde não
existe. Outras, comunica connosco como se fosse um presságio e uma qualidade de
vida desejada, provocando uma grande alegria.
Muitas vezes, quando se fala em sonho,
tende a associar-se também o pesadelo. Continua, de facto, a ser um sonho, mas
o inconsciente proporciona-nos alguns momentos menos bons. Assim sendo, o pesadelo
só existe quando um problema surge e percorre o poder da mente. Vivemos numa
sociedade dependente do sonho, pois somos homens, somos racionais, somos parte
da natureza. Compreendemos a capacidade de sonhar como quando ouvimos o som das
ondas do mar dentro de um búzio.
É verdade que os sonhos sempre
existiram, pena é que nem sempre nos consigamos lembrar deles. Ou então, quando
nos lembramos, apenas visualizamos determinados pormenores que, ou são
saudáveis ou têm o seu quê de perversos.
Podemos ainda imaginar, criar,
pormenorizar um sonho, remodela-lo e dar-lhe o sentido que queremos, sempre que
for esse o nosso interesse primeiro. Isto porque, muitas vezes, somos nós a
fazer os sonhos. Basta, para tal, fechar por minutos os olhos e elaborar um acontecimento
que tanto gostaríamos que acontecesse.
E pronto, pensamos, idealizamos,
fazemos planos futuros e recorremos à razão para voltarmos à realidade, assim
que o tempo se esgotar. A patente do sonho pode também tornar-se num segredo,
quando nele apostamos o sabor da pureza que em si existe. Pode ser a
sensibilidade, quando se apodera dos nossos sentimentos por tempo determinado.
Pode ser a longevidade, se queremos ser felizes permanentemente.
De modo algum é possível que ninguém
sonhe, apenas o interesse do sonho deixa de se revelar, daí que só uma pequena
parte dos sonhos noturnos fique retida. Para ser feliz é necessário acreditar
um pouco nos sonhos e na possibilidade de existir um sonho extremamente
pessoal, à espera que este se realize da maneira mais simples e como nós
queremos que seja, para que não se transforme em frustração.
Sem dúvida que sonhar é acreditar, é
pesar a diferença entre o bem que queremos e o mal que excluímos. Sonhar é
saber encontrar, é olhar a verdade, é nadar na posição que melhor se sabe, é
honrar a liberdade, é abraçar o perigo irreal de uma forma amigável para não
provocar quebras na rotina, é racionalizar o futuro.
Se para ser feliz é preciso sonhar,
então temos de fazer um esforço para que o presente da vida seja essa
felicidade.
Cila
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