São flores
Uma rosa
sinuosa
Formosa
que ela é
Um
espinho que nela existe
Esse
espinho de saudade
Que
pica, dói e aperta
Prolonga
o sofrimento
Apesar
daquelas pétalas
Da cor
da sensação
Do momento
desejado
Um
malmequer, bem-me-quer
Com
carinho se desfolha
Se
desprende do seu corpo
Com
ternura e afeto
Que
acena, adoça e dá
Prolonga
o sentimento
Apesar
de no final
Ajudar a
refazer
O que de
mal ou bem há
Um lírio
enraivecido
Com
sentimento de dor
Um
carinho escondido
Em
pétalas definido
Que
suplica, envelhece e vai
Prolonga
o entusiasmo
Apesar
do seu sentido
Pobre,
doce e libertado
Do
caminho percorrido
São
flores
Que nos
dão vida
Que nos
encantam
E que
matam os desejos
Lucília Monteiro
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