UM SORRISO LINDO
Passara
e retumbante
O
inesperado jantar
Envolvente,
Diferente
do que ouvira,
Assustador
na novidade,
Um
resíduo, porém, deixara,
Que
seu coração mais não esqueceu.
E
por nervosa se então deu,
Naquela
viagem breve,
Na
serpenteada Lisboa nova,
Como
se fugisse,
Assustada
e encantada,
Com
o que nunca, afinal, imaginara.
De
toda a arte deitei mão,
Mas
mais que tudo na verdade,
E em sua face eu vi então
Aquele
brilhar tão forte,
Que
debitava se sorrindo,
Num
olhar lânguido e tão lindo.
Hélio Bernardo Lopes