sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

TENHO SEDE

Quanto gostaria de poder dizer
De poder gritar
Clamar
E inclusive bradar aos céus
Tocar à porta dos deuses em cólera
Inacessíveis como um mendigo
- Tenho sede!...

Tenho sede
Sede de som
De luz
De calor
De vida
E de ar puro
Para as minhas veias entumecidas

Tenho sede dos dias verticais da canícula
Tenho sede
Tenho sede do caminho que se interrompeu
Tenho sede das palavras
Que ninguém mais quis pronunciar
Tenho sede enfim
Do enunciado dos meus primeiros passos

Tenho sede
Tenho sede de gotas
Que caiam como petardos sobre o lodaçal
Amachucando a aleivosia indolente da tarde
Tenho sede dos dias contados um a um
Pela crença imaculada dos dedos de uma criança
Na fé viva de ver despontar o seu amanhã

Entretanto o suor
Mirrando gota a gota
Secou finalmente desnutrido
Queimado na febre oblíqua da minha pele
Quando o caminho não foi já até ao fim
E as palavras prostraram-se como árvores
Desfolhadas
E adormecidas sobre a frigidez cinzenta da
Gravana

Desperta mulher
De pés descalços e seios viris de montanha
Escarpa nos vastos campos do Sahel
Regada e viçosa no caminho longo do Nilo
Profética no tumultuoso Cabo da esperança
Ou eternamente encanecida
No cimo indómito do Quilimanjaro

Por incrível que pareça
Fui denunciado na minha sede
E por isso mulher
Não me cansarei de dizer
Gritar e bradar aos céus
Que se oiça para além das estrelas
- TENHO SEDE.

Armindo Vaz D’Almeida

DA AUTORA E DE CAMBRES

14

Felicidade que longe está
Esperança de um dia voltar
Viajando pelo mundo inteiro
Este mundo de sol e de mar
Raiz cortada do chão
Esta que distanciou
Impossível será de esquecer
Rodeada de tanto amor
Orgulhosa com razão
Cila Monteiro

DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO

1.ª GUERRA MUNDIAL
A 1.ª Guerra Mundial iniciou no dia 28 de junho de 1914, devido à morte do herdeiro do trono astro húngaro arquiduque Francisco Fernando e sua esposa, em plena rua de Sarajevo, crime levado a cabo por um jovem sérvio.
Durante dias foram feitas tentativas de evitar qualquer tipo de guerra entre a Sérvia e os austro-húngaros., mas foram infrutíferas. A Rússia envolveu-se e proclamou guerra à Áustria-Húngria por se ter tornado aliada da Sérvia. A Alemanha cedeu um “cheque em branco” a Viena para garantir a aliança. A França alia-se à Rússia de forma a acertar contas com os alemães e, pelo mesmo motivo, a Grã Bretanha aliou-se à França.
Foram mais de 16 milhões de mortos. Os mapas da Europa, África e Médio Oriente foram reformulados.

Família Cristã, julho/agosto 2014

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

CULTURA

Rubrica
Destinos de Portugal
Amarante
 Mapa Amarante
 Vista aérea Amarante
 Igreja de São Gonçalo de Amarante
 Ponte sobre o rio Tâmega
 Solar dos Magalhães
 Gastronomia:
Ameijoas
 Doçaria:
Foguetes
 Lérias
 Queijadinhas de São Gonçalo
 Caralhinhos de São Gonçalo
Barriguinhas de freira

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

Poema livre

Formas de encantar
Na tela o pincel
As pode pintar;
No bronze o buril
As sabe gravar;
A estátua gentil
Fazer o cinzel

Da pedra mais dura...só formosura.

DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO

WALTER BENJAMIN (1892-1940)
Alemão, judeu, intelectual, original e idealista no seu pensamento.
Escreveu sobre o modernismo, Baudelaire, filosofia da história.

Ensinou o pensamento crítico enquanto forma extrema da razão.

domingo, 1 de novembro de 2015

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

Dizem que em cada Coisa uma Coisa Oculta Mora
Dizem que em cada coisa uma coisa oculta mora.
Sim, é ela própria, a coisa sem ser oculta,
Que mora nela.

Mas eu, com consciência e sensações e pensamento,
Serei como uma coisa?
Que há a mais ou a menos em mim?
Seria bom e feliz se eu fosse só o meu corpo -
Mas sou também outra coisa, mais ou menos que só isso.
Que coisa a mais ou a menos é que eu sou?

O vento sopra sem saber.
A planta vive sem saber.
Eu também vivo sem saber, mas sei que vivo.
Mas saberei que vivo, ou só saberei que o sei?
Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando,
Sinto, penso, movo-me por uma força exterior a mim.
Então quem sou eu?

Sou, corpo e alma, o exterior de um interior qualquer?
Ou a minha alma é a consciência que a força universal
Tem do meu corpo por dentro, ser diferente dos outros?
No meio de tudo onde estou eu?

Morto o meu corpo,
Desfeito o meu cérebro,
Em coisa abstracta, impessoal, sem forma,
Já não sente o eu que eu tenho,
Já não pensa com o meu cérebro os pensamentos que eu sinto meus,
Já não move pela minha vontade as minhas mãos que eu movo.

Cessarei assim? Não sei.
Se tiver de cessar assim, ter pena de assim cessar,
Não me tomará imortal. 



Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

SAÚDE

ASMA
Sintomas: tosse, aperto no peito, cansaço, dificuldade em respirar, pieira; mais durante a noite ou início da manhã.
Origem: alergias, contaminantes, viroses, alguns alimentos ou medicamentos.

Prevenção: conhecer os fatores a que se é sensível e evita-los; evitar espaços poluídos, pós, humidades, fumos, cheiros intensos, contactos com pelos ou penas de animais, constipações.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

CULTURA

Rubrica
Destinos de Portugal
Mirandela
 Mapa Mirandela
 Vista aérea Mirandela
 Ponte
 Repuxo
 Paço dos Távoras
 Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação

 Gastronomia:
Alheira de Mirandela
 Rancho
 Posta de javali

Doçaria: papos de anjo



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

Marketing

Escolheu Sagres 
que é tudo tudo cerveja 
a pausa que refresca 
a longa pausa de um longo cigarro King Size.

atenção ao marketing.

Eu não gosto de cerveja 
mas tenho de gostar que os outros gostem de cerveja 
sobretudo da Sagres 
para não contrariar os fabricantes de cerveja.

atenção ao marketing.

ninguém contraria os fabricantes da Opel e da Super

Silver

nem os fabricantes de alcatifas para panaceias 
nem as panaceias nem os códigos e os édredons macios 
nem as mensagens de natal dos estadistas 
nem os negociantes de armas da Suiça 
nem o homem da capa negra que virou costas ao

Palmolive

[...] 
Sagres é uma boa cerveja 
e eu acabarei por gostar da Sagres 
como gosto do Rexina. 
Sagres é a pausa que refresca e tem vitaminas 
todas as bebidas da televisão têm vitaminas 
mesmo as do programa literário que é detergente 
e eu uso-as e sou um cidadão perfeito 
e até já consigo adormecer sem hipnóticos 
depois de tomar o Tofa descafeínado 
e no Verão visto calções de banho de fibras sintéticas 
para me banhar na Torralta 
cidadão perfeito perfeitamente bronzeado com o Ambre

Solaire

[...] 
Preciso e gosto de uma data de coisas 
e só agora o sei. 
Menos da Sagres. Mas acabarei por gostar. 
Ninguém contraria o marketing por muito tempo. 
Ninguém contraria os fabricantes de bem fazer 
o bom cidadão.

E tudo graças ao marketing

Fernando Namora

http://www.lusofoniapoetica.com/ 

EDUCAÇÃO

"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida." (John Dewey)

POLÍTICA

Ferreira, António Casimiro, Política e Sociedade, Vida Económica

terça-feira, 1 de setembro de 2015

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

VISÕES ÚTEIS

As da persistência das mãos no rosto
Num membro que se acumula de afecto
A lupa cristalina adormecendo nos cabelos
Abertos à circunstância do vento. Úteis
As pequenas partículas do suor em visitação
Pela língua da palavra amorosa
A líquida sensação embrionária dos afectos
Na resposta silenciosa
Ao medo. A volúpia
De crescer na frutuosa metáfora
Visões úteis para encontrar o íntimo
E o que se reparte no outro que nos é
O desejo ou a produção dos vestígios
Adolescentes.
Visões com pássaros dentro de uma gaiola
Com nome e células de universo
Visões inovadoras, recatadas
Com dentes adormecidos na boca
Despida / despidos
Visões invisuais para sentir
O vazio pelo enigma da cor e do nome
Visões ternas, pernas, pequenas hastes
De uma cerejeira iniciando o trepar
Do desejo tão necessário e útil
Vermelho útil: o da cereja descendo
Até ao raiar do afecto.


A . T. Ortsac - Porto

DA AUTORA E DE CAMBRES

Cores
Pinto um sorriso
Junto duas cores
Que uma s
O simbolizo
Faço de um pincel
O refúgio do saber

Pinto algumas pétalas
De rosas avermelhadas
Que o sentimento me diz
Misturo correto e aplico
O sentido da vaidade

Pinto toda a verdade
O calor de recordar
Cores de sonho e de luz
Um leve pedaço de mar
Uma dura rocha ancorada

Pinto e cada vez que pinto
Esqueço erros e enganos
Saio para a rua e sinto
Respiro tudo o que quero
Sonho com a realidade

Cila

DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO / PRODUTOS, SERVIÇOS E EMPRESAS

Marketing Cultural

sábado, 15 de agosto de 2015

CULTURA

Rubrica
Destinos de Portugal
Vila Nova de Famalicão
 Mapa da região
 Igreja da Misericórdia
 Universidade Lusíada
 Câmara Municipal de Famalicão
 Casa Museu Camilo Castelo Branco - Ceide
 Igreja Matriz - Bairro

 Gastronomia:
Cabrito
 Bacalhau de cebolada

Doçaria:
Torrada doce