quarta-feira, 1 de junho de 2016

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS


É pura e singela a branca flor,
O seu aroma essencial e puro,
Que em minhas mãos, impuras, seguro,
Doce qual o mel, bela como o amor!

É flor de flores, é amor de amores,
Cada pétala esplendoroso sino,
Que só para meu coração toca um hino
De amor, ao som da lira e de louvores.

Também meu sentimento é como a flor,
Singelo, branco, puro, sem espinhos...
Assim o que eu sinto ela o sentisse!

Para meu amor ofereço amor,
Meu coração, meus vagos desalinhos...
- Ah se ela também assim me ouvisse!

autor desconhecido

DA AUTORA E DE CAMBRES

Carinho

Saudades perdidas
Na distância inconsoláveis
Luzes rendidas
Pelo carinho de um ser
Almas assim
De longe apaixonadas
Pela dor de saber
Que o tempo se encarrega
De nos fazer sofrer
Sem carinho por perto
Sem saídas impacientes
Com lágrimas curtinhas
Mas sempre pertinentes

Lucília Monteiro

PRODUTOS, SERVIÇOS E EMPRESAS

Maria chocolate


CULTURA

Aegyptologus
http://www.aegyptologus.com/

ECONOMIA

Gabinete de planeamento, estratégia, avaliação e relações internacionais – Ministério das Finanças – Boletim mensal de economia portuguesa
http://www.gpeari.min-financas.pt/analise-economica/publicacoes/boletim-mensal-de-economia-portuguesa

quinta-feira, 12 de maio de 2016

CULTURA

Rubrica
Destinos de portugal
Cinfães
 mapa Cinfães
 vista geral Cinfães
 Igreja Matriz Cinfães
 Museu Serpa Pinto - Cinfães
 Igreja de Santa Maria Maior de Tarouquela
 Igreja de São Cristóvão de Nogueira
 gastronomia:
- arroz
 - aba de vitela no forno
 doçaria:
- bolos de manteiga
- formigos

domingo, 1 de maio de 2016

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

Excerto do livro Carta a D.” – André Gorz


“Assim, na América, quando o sol se põe, eu me sento no velho e arruinado cais do rio olhando os longos, longos céus acima de Nova Jersey, e consigo sentir toda aquela terra crua e rude se derramando numa única, inacreditável e elevada vastidão, até a costa oeste, e a estrada seguindo em frente, todas as pessoas sonhando naquela imensidão, e em Iowa eu sei que agora as crianças devem estar chorando na terra onde deixam as crianças chorar, e você não sabe que Deus é a Ursa Maior? A estrela do entardecer deve estar morrendo e irradiando sua pálida cintilância sobre a pradaria, reluzindo pela última vez antes da chegada da noite completa, que abençoa a terra, escurece todos os rios, recobre os picos e oculta a última praia, e ninguém, ninguém sabe o que vai acontecer a qualquer pessoa, além dos desamparados andrajos da velhice.

DA AUTORA E DE CAMBRES

Saudade

O que o amor quer
Que a saudade não supera
Se a falta dele dá
Tudo o que não se espera

Espero assim em saber
Que um dia a volta virá
Para sempre receber
O beijo infinito do amar

Quero-te amor bem perto
Mais perto que a própria luz
Quero-te amor por perto
Deste amor que me seduz.

Lucília Monteiro

EDUCAÇÃO

Ensinar EVT


SAÚDE

Serviço Nacional de Saúde – Infarmed

sexta-feira, 1 de abril de 2016

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

Velejando para Bizâncio

Aquela não é terra para velhos. Gente
jovem, de braços dados, pássaros nas ramas
— gerações de mortais — cantando alegremente,
salmão no salto, atum no mar, brilho de escamas,
peixe, ave ou carne glorificam ao sol quente
tudo o que nasce e morre, sêmen ou semente.
Ao som da música sensual, o mundo esquece
as obras do intelecto que nunca envelhece.

Um homem velho é apenas uma ninharia,
trapos numa bengala à espera do final,
a menos que a alma aplauda, cante e ainda ria
sobre os farrapos do seu hábito mortal;
nem há escola de canto, ali, que não estude
monumentos de sua própria magnitude.
Por isso eu vim, vencendo as ondas e a distância,
em busca da cidade santa de Bizâncio.

Ó sábios, junto a Deus, sob o fogo sagrado,
como se num mosaico de ouro a resplender,
vinde do fogo santo, em giro espiralado,
e vos tornai mestres-cantores do meu ser .
Rompei meu coração, que a febre faz doente
e, acorrentado a um mísero animal morrente,
já não sabe o que é; arrancai-me da idade
para o lavor sem fim da longa eternidade.

Livre da natureza não hei de assumir
conformação de coisa alguma natural,
mas a que o ourives grego soube urdir
de ouro forjado e esmalte de ouro em tramas,
para acordar do ócio o sono imperial;
ou cantarei aos nobres de Bizâncio e às damas,
pousado em ramo de ouro, como um pássaro,
o que passou e passará e sempre passa.
William Buttler Yeats

DA AUTORA E DE CAMBRES

Vidas perdidas

Águas de sal
Mágoas perdidas no esquecimento
Sabor de mel
Vidas capazes de viver
Sobreviver à dor
Ao sentimento longínquo
Armas libertas
Que reagem como Deus quer
Entre guerras e mãos dadas
Entre passos de sonhador
Simpático ele
Aquele amor
Cheio de sinceridade
Por entre janelas tapadas
Correntes perdidas
Poder das rosas vermelhas
Símbolo de uma paixão
Caminho sem céu
Sorriso sem véu

Lucília Monteiro

sexta-feira, 4 de março de 2016

EDUCAÇÃO / CULTURA

Nicolau Nasoni
Nasceu em Toscana - Itália, a 2 de junho de 1691. Foi discípulo do pintor Giuseppe Nasini e aprendeu em atelier com Franchini e Vicenzo Ferrati.
Inicialmente viveu em Siena, onde aprendeu pintura, artes decorativas e arquitetura. Com o intuito de se inserir no mundo artístico, ingressou na academia de artes Istituto dei Rozzi, ficando apelidado de Il Piangollegio. Em 1715 executou alguns trabalhos artísticos para a receção do novo Bispo de Siena. Mais tarde, foi escolhido para construir um dos carros do cortejo das comemorações da eleição do novo mestre da Ordem de Malta. Foi quando se mudou para Malta, onde se iniciou na arquitetura.
Em 1724 pintou o teto do palácio de La Valleta, obra dirigida a D. António Manuel de Vilhena, português e grão-mestre da Ordem de Malta. Esta obra abriu-lhe portas à igreja católica, levando-o assim, até Portugal e à cidade do Porto. Tornou-se então, um conceituado artista, decorador e arquiteto da época barroca e rococó (rocaille) – século XVIII – que desenvolveu grande parte da sua obra em Portugal.
Em novembro de 1725, fez obras de decoração para a remodelação da Sé do Porto, trabalhando com os arquitetos portugueses António Pereira e Miguel Francisco da Silva. Em 1731 foi-lhe dado o projeto da igreja dos Clérigos. Três anos depois foi a vez do Paço Episcopal do Porto. Por 1736, projetou a fachada norte da mesma Sé, assim como o chafariz junto à casa do Despacho. Pelo ano de 1737, é encarregado para a pintura das abóbodas da Sé de Lamego, que se destacam pelo seu sentido ilusionista (trompe l'oeil) e de perspetiva, levando a uma noção de profundidade no espaço. Pela mesma altura, pintou também para a igreja de São Pedro de Tarouca. No ano seguinte, realizou o chafariz do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, de Lamego.
A partir de então, concretizou outras obras, pelo norte do país: corpo central do Palácio de Mateus, em Vila Real (1740); fachada principal da igreja de Bom Jesus, em Matosinhos (1743); fachada lateral da igreja do Convento de Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia (1745); torre dos Clérigos, no Porto; igreja de Santiago de Bougado, na Trofa (1748); fachada da igreja da Misericórdia, no Porto (1749); igreja da Ordem do Terço, no Porto (1756); Palácio de Bonjóia, no Porto (1759).
Para além da arquitetura e pintura, Nasoni desenvolveu peças de ourivesaria, algumas esculturas e retábulos de talha dourada, sempre dentro dos estilos barroco e rococó.
Faleceu a 30 de agosto de 1773, estando sepultado na cripta da igreja dos Clérigos.

 Pormenor do Palácio de Mateus - Vila Real

 Pormenor do teto da Sé de Lamego

Torre dos Clérigos - Porto
Bibliografia:
Aprenderhistoria8.blogspot.pt
Vidaslusofonas.pt
Torredosclerigos.pt

Lucília Monteiro

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CULTURA

Rubrica
Destinos de Portugal
Resende
 Mapa Resende
 Vista de Resende
 Câmara Municipal de Resende
 Igreja de Santa Maria de Cárquere
Igreja de São Martinho de Mouros
 Ponte de Covelinhas
 Aregos
 Resende - Terra da Cereja
 Gastronomia:
Anho assado
Doçaria:
Cavacas


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO

Deriva do latim “illud”, caraterístico pronome na terceira pessoa – aquele que transfere a finalidade a ser designada. Encontra-se também no alemão “ich” – Eu – e é considerada uma estrutura do aparelho psíquico. Conhecido como o princípio da realidade, gera impulsos de acordo com o mundo externo. Induz assim, à razão, ao comportamento e ao planeamento humano. Busca a harmonia entre os desejos / perceções / ideias e a realidade, assim como entre estes e as exigências e valores sociais, que marcam a existência.
É o Eu de cada um, o conceito / imagem que cada indivíduo tem de si próprio, que defende a essência da sua personalidade, impedindo que o inconsciente passe ao nível do consciente. Otimiza a diferenciação e procura perceber o caráter do indivíduo, sendo relevante o seu estudo em psicanálise e filosofia.
Na psicologia considera-se o ego como «a instância psíquica através da qual o indivíduo se reconhece como eu e tem consciência da sua própria identidade».
A personalidade rege-se pelo princípio do prazer e pelo instinto. O ego evolui com a idade, incorporando-se e acordando-se com o mundo externo. Por vezes, pode ser considerado um excesso de auto estima.
Sigmund Freud considera o ego como um conceito psicanalítico que descreve a psique (alma em hebraico) e que só o ser vivo com emoções consegue expressar. Atenta que «o ego transcende o sentido para se converter num sistema de funções psíquicas de defesa, de funcionamento intelectual, de síntese da informação e de memória…». No seu entender, o ego proporciona hipótese para o funcionamento do cérebro. Com o Eu (ego), procura-se e reconhece-se a alegria, a culpa e o castigo, satisfazendo as necessidades dentro da sociedade. Para Freud, pode ainda ligar-se ao elemento biológico e primitivo psíquicos, pois atua no inconsciente onde se encontram os traumas e os desejos.

 Lucília Monteiro

Bibliografia:
https://pt.wikipedia.org/
http://www.significados.com.br/
http://www.priberam.pt
https://www.significadosbr.com.br/
http://conceito.de/
http://www.lexico.pt/
http://edukavita.blogspot.pt/

http://www.dicio.com.br/