domingo, 1 de janeiro de 2017
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
OPINIÃO
O futuro – Miguel Conde Coutinho – Jornal de
Notícias
É uma
previsão, e fazer uma previsão, como lembrou Nils Bohr, "é muito difícil,
especialmente se for sobre o futuro". Ainda assim vale a pena arriscar
fazê-la porque este debate interessa nem que seja para falhar. E eu quero que
falhe.
Continua em
TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS
Versos de Agostinho da Silva
Todos
os que são formados
Deviam
ter que fazer
Exame
de analfabeto
Para
provar que sem ler
Teriam
sido capazes
De
constituir cultura
Por
tudo o que vida ensina
E mais
do que livro dura
DA AUTORA E DE CAMBRES
Meu ser
Lindo
dia este em que me amas
Lindo
mundo este em que me queres
Mais
lindo ainda será
O
encanto que me deres
Bela
praia está de perto
Bela
saudade de te ver
Mais
bela a minha vida
Quando
estás perto do meu ser
Forte
mágoa a que sinto
Forte
ciúme de mulher
Mais
forte ainda é
De
tanto tempo sem te ver
Terna
saudade de ti
Terna
amizade que bracejo
Mais
terna de cada vez
Quando
em sonhos te revejo
Longa
noite penso em ti
Longa
vida eu te quero
Mais
longa a minha dor
De
partida e enquanto espero
Lucília Monteiro
JUSTIÇA
Justiça ambiental e sustentabilidade para todos: em busca
da harmonia entre homem e meio ambiente – texto de Raquel
Fabiana Lopes Sparemberger e Camila Copetti
… refletir sobre a crise ambiental que assola a
sociedade, já denominada de risco e, que requer a elaboração de novos modelos
de ação para o desenvolvimento sustentável, incluindo a luta por justiça
ambiental como extensão do movimento moderno pelos direitos civis. A produção
do artigo ocorre a partir da problematização de algumas questões que hoje se
apresentam como características da modernidade e da crise na relação
homem-natureza. O paradigma da modernidade levará ao colapso da natureza e,
consequentemente, da própria humanidade, com seu estilo de vida profundamente
arraigado nos modos de produção capitalista. Entretanto, ao passo que o
paradigma da modernidade pode levar a este colapso, a própria natureza da
sociedade de risco que lhe é pertinente aponta uma ambivalência, relacionada
tanto a desastres quanto a oportunidades. Diante dessa evidência, buscou-se
levantar alguns conceitos e reflexões que possibilitem uma melhor compreensão
desta intrincada relação do ser humano consigo mesmo, com o outro e,
especialmente, com o meio ambiente no qual está imerso. Busca-se a
possibilidade de reencontrar uma relação equilibrada do ser humano com a
natureza como caminho de preservação, do desenvolvimento sustentável e da
justiça ambiental, isto em meio à sociedade tida como de risco.
Continua em
http://huespedes.cica.es/gimadus/21/08_justicia_ambiental_y_sostenibilidad.html
DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO
Relações Públicas operacionais
Os
primeiros estádios num programa de Relações Públicas são:
1 –
Definir o objetivo
2 –
Fazer a pesquisa
3 –
Planear
Análise de problemas e planificação de
programas
Estas
são as questões às quais se devem dar respostas claras por escrito:
1 –
Finalidade do programa de Relações Públicas? – Estabelecer com sucesso a
harmonia, uma nova empresa / …
2 –
Quais os problemas a serem solucionados? – Adequada integração dos recém
chegados, com os habitantes locais.
3 –
Favorecimento das Relações Públicas? – O objetivo é ser grandemente favorecido.
4 –
Como gerir o plano? – Gerido pela administração.
5 –
Quem executa o programa? – Relações Públicas e equipa de apoio.
6 –
Que meios de comunicação usar? – Discursos, conversas, discussões, filmes,
vídeos, apresentações audiovisuais, material impresso, correio, cartazes,
comunicados de imprensa, publicações periódicas da empresa, meios de
comunicação social (rádio, TV), exposições.
7 –
Quanto custará? – Depende do que a administração esteja disposta a atribuir ao
programa (depende da soma de dinheiros possível, na quantidade de material a
ser produzido e da qualidade da produção exigida).
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
EDUCAÇÃO / DA AUTORA E DE CAMBRES / OPINIÃO
Linguagem
A
gíria e o calão fazem parte de qualquer língua do mundo. Por vezes utiliza-se
vocabulário impróprio em determinadas situações, mas que refletem determinados contextos.
No entanto, nem sempre a educação que recebemos é fruto dessa linguagem
específica. Muitas vezes resulta do convívio e do ambiente em que estamos
inseridos.
Os
seres humanos utilizam certas palavras para definir estados de espírito
momentâneos e, de certa forma, incontroláveis, face a determinadas atitudes ou
ações. Outros há que fazem uso desta linguagem como sendo genérica e usual.
Não
é correto o uso de expressões impróprias. Mas isso não implica que não
aconteça. Muito menos que não conheçamos alguém que as use e que, à parte
disso, continue a ser nosso colega ou amigo.
Apesar
de tudo, devemos ter antes uma linguagem cuidada, regrada, concreta e com
sentido, indo de encontro a um único objetivo – a educação social. Faz parte
dessa educação, educarmo-nos a nós e aos outros.
Lucília Monteiro
terça-feira, 15 de novembro de 2016
CULTURA
Rubrica
Destinos de Portugal
Cambres
Mapa da vila de Cambres - concelho de Lamego
Vista geral do centro da vila
Igreja de São Martinho de Cambres
Torre do Relógio - Castro
Casa da Corredoura
Escola do 1.º Ciclo
Recinto de festas
Destinos de Portugal
Cambres
Mapa da vila de Cambres - concelho de Lamego
Vista geral do centro da vila
Igreja de São Martinho de Cambres
Torre do Relógio - Castro
Casa da Corredoura
Escola do 1.º Ciclo
Recinto de festas
Livro sobre Cambres
Páginas de Cambres
terça-feira, 1 de novembro de 2016
OPINIÃO
Depois
de Mossul
Em
Mossul não se joga apenas o destino do Daesh, mas sobretudo o futuro do Iraque.
Decidirá
a batalha de Mossul o destino do jihadismo e o futuro do Médio Oriente?
Anuncia-se uma batalha que poderá durar meses, sobre a qual se traçam cenários
de pesadelo e em que o mais importante será — sem paradoxo — o que virá depois.
São duas batalhas entrelaçadas e inseparáveis, a militar e a política. No
Iraque o político é sempre mais complicado do que o militar. Na primeira
batalha joga-se o destino do Daesh (Estado Islâmico); no day after, joga-se o
Iraque.
Para
lá das minas com que os jihadistas armadilharam Mossul, é elevado o risco de
explosão das “minas étnico-políticas” que caracterizam o Iraque e que podem
levar à sua desintegração final, com ressonância na Síria e em toda a região.
“Expulsar o Daesh e manter a paz são duas coisas muito diferentes”, resume o
especialista americano Michael Knights.
Após a
queda de localidades estratégicas, iraquianas e sírias, que tornaram o Daesh
muito vulnerável, os Estados Unidos e a coligação internacional não podem
retardar a reconquista da Mossul, segunda cidade do Iraque e verdadeira capital
dos sunitas iraquianos, submetida ao terror jihadista. Disso depende uma nova
estratégia para o Iraque e para a Síria — “Siraq”, segundo o novo calão. Num
plano mais largo, a ofensiva contra Mossul é uma réplica à ofensiva russa
contra Alepo. Do ponto de vista do Daesh é improvável uma retirada estratégica
da cidade em que Abu Bakr al-Bagdadi proclamou o seu fantasmático califado e
que lhe é vital em termos políticos e financeiros. Não é compatível com a sua
lógica apocalíptica.
Coligações
de rivais
A
correlação de forças parece tornar inevitável a reconquista de Mossul. Do lado
jihadista estarão entre 3000 e 4500 combatentes, do outro mais 50 mil homens:
as forças especiais do exército iraquiano e os peshmergas curdos, apoiados por
milícias xiitas, milícias tribais sunitas e tropas “auxiliares” americanas e
europeias. O problema é o preço.
Não
haverá “massacre aéreo” como em Alepo. Será uma batalha em terra, nos
labirintos de uma cidade armadilhada, com um milhão e meio de habitantes que
poderão servir de “escudo humano” aos jihadistas. Há um dito clássico: “A selva
urbana é um pesadelo para as forças atacantes.” Não faltam cenários de
catástrofe, que fazem parte da realidade previsível e também da guerra
psicológica. Milhares de mortos? Centenas de milhares de pessoas em fuga?
Destruição das pontes do Tigre? Ofensiva terrorista na Europa? Não vale a pena
continuar o rol.
Um
ponto fraco da coligação, que muitas dores de cabeça dará aos americanos, é a
rivalidade das forças no terreno. As unidades especiais do exército iraquiano,
treinadas por americanos, não serão suficientes para garantir a batalha.
Ex-inimigos, iraquianos e curdos aparecem nesta fase de mãos dadas. Mas os
peshmergas, a melhor tropa, não poderão entrar na cidade por decisão do governo
de Bagdad, dadas as aspirações curdas sobre a região.
As
milícias xiitas são indesejáveis em Mossul. Se as Unidades de Mobilização
Popular — milícia xiita com conselheiros militares iranianos e um pesado
cadastro de vinganças — entrassem na cidade, os curdos fariam o mesmo e, nesse
caso, os turcos seriam tentados a avançar. Também os chefes sunitas da
província de Nínive (a que pertence Mossul) são rivais entre si.
Os
turcos foram mantidos de fora, pelos seus desígnios sobre Mossul, mas não
desistiram de participar na decisão do estatuto da cidade, que consideram parte
do universo otomano. Afirmou Erdogan: “Se a coligação não quer a Turquia na
operação contra Mossul, a Turquia activará o plano B e o plano C.” Mas não
disse o que seriam. Ancara preocupa-se com os curdos e prepara “o pós-Mossul”,
diz o analista turco Soner Cagaptay. “Ancara calcula que o Iraque permanecerá
um Estado fraco e quer ter uma zona de influência no Norte, para se precaver
contra os riscos decorrentes da instabilidade do país.” O Irão, actor central
no Iraque, mantém uma sibilina reserva, mas está indirectamente no terreno.
Apetites
de partilha
Mossul
é desde a Antiguidade uma importante cidade. Desperta as ambições, pelo
petróleo e pelo seu valor estratégico. O seu destino muito pesará numa
reconstrução ou dissolução do Iraque. A sua libertação deverá favorecer os
sunitas na relação de forças com as outras comunidades. Mas pode também
acelerar a desintegração do país. São muitas as referidas “minas
ético-políticas” no mosaico confessional que é Nínive.
Não
são apenas as potências vizinhas que têm interesses contraditórios que poderão
eclodir após uma derrota do Daesh. Também as minorias — yazidis, turcomanos
(uns sunitas, outros xiitas), cristãos ou assírios — têm longas listas de
queixas e surgem planos para transformar os seus territórios em cantões
autónomos dotados de total autonomia, estilhaçando Nínive, numa lógica de
“cantonização”. O mesmo pensam algumas tribos.
Aparentemente,
trata-se de proteger as minorias oprimidas. “É o contrário”, responde a
analista Beverley Milton-Edwards, do Brookings Doha Center. “Tais propostas são
largamente motivadas por interesses sectários, patriarcais, tribais ou étnicos
encobertos à custa dos direitos e da protecção de outras partes. (...) As suas
implicações e riscos em termos da integridade territorial do país podem ser
desastrosas.” Como seria em termos de segurança? “Teria cada putativo cantão de
Nínive a sua própria segurança, uma polícia e serviços de informação?”
O
problema não está essencialmente nas minorias, mas na sua manipulação pelos
mais fortes, sunitas e xiitas, turcos, curdos ou iranianos. É aqui que começa o
risco de desintegração de Nínive que, a seguir, “atearia o fogo” a todo o país.
O
Estado iraquiano.
Depois
de Mossul, regressará em força o combate de ideias quanto ao que o Iraque deve
ser. As diferentes forças têm concepções divergentes. Primeiro na Mossul
sunita, que “não ama” o governo de Bagdad e cuja opinião é hoje uma grande
incógnita. Abre-se uma oportunidade de reorganizar o Iraque. Os sunitas
opõem-se a um governo central forte que será sempre dominado pela maioria
xiita, exigindo uma grande autonomia das províncias. Uma parte dos xiitas quer
manter ou até alargar a sua hegemonia, tal como o Curdistão iraquiano não
abdicará da sua autonomia — uma quase independência —, nem dos territórios
ocupados quando da ofensiva do Daesh e que lhe valeu o controlo de Kirkuk e do
seu petróleo. Neste momento, o governo central está extremamente debilitado e
muitas milícias xiitas nem sequer lhe obedecem.
A
primeira batalha, a de Mossul, será sangrenta e deverá marcar a eliminação do
Daesh do Iraque, a curto ou médio prazo. Mas a batalha política que se lhe
seguirá tem uma muito mais larga dimensão, na medida em que nela se jogam a
unidade do Iraque e o equilíbrio de forças no Médio Oriente. Só se saberá quem
venceu em Mossul depois de se saber quem venceu em Bagdad.
DA AUTORA E DE CAMBRES
São flores
Uma rosa
sinuosa
Formosa
que ela é
Um
espinho que nela existe
Esse
espinho de saudade
Que
pica, dói e aperta
Prolonga
o sofrimento
Apesar
daquelas pétalas
Da cor
da sensação
Do momento
desejado
Um
malmequer, bem-me-quer
Com
carinho se desfolha
Se
desprende do seu corpo
Com
ternura e afeto
Que
acena, adoça e dá
Prolonga
o sentimento
Apesar
de no final
Ajudar a
refazer
O que de
mal ou bem há
Um lírio
enraivecido
Com
sentimento de dor
Um
carinho escondido
Em
pétalas definido
Que
suplica, envelhece e vai
Prolonga
o entusiasmo
Apesar
do seu sentido
Pobre,
doce e libertado
Do
caminho percorrido
São
flores
Que nos
dão vida
Que nos
encantam
E que
matam os desejos
Lucília Monteiro
EDUCAÇÃO / TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS
A educação é um processo
social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.
John
Dewey
SAÚDE
Benefícios e propriedades do chá de lúcia
lima
http://chabeneficios.com.br/planta-lucia-lima-beneficios-e-propriedades/
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