quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

OPINIÃO

O futuro – Miguel Conde Coutinho – Jornal de Notícias
É uma previsão, e fazer uma previsão, como lembrou Nils Bohr, "é muito difícil, especialmente se for sobre o futuro". Ainda assim vale a pena arriscar fazê-la porque este debate interessa nem que seja para falhar. E eu quero que falhe.
 Continua em

TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

Versos de Agostinho da Silva

Todos os que são formados
Deviam ter que fazer
Exame de analfabeto
Para provar que sem ler

Teriam sido capazes
De constituir cultura
Por tudo o que vida ensina

E mais do que livro dura

DA AUTORA E DE CAMBRES

Meu ser

Lindo dia este em que me amas
Lindo mundo este em que me queres
Mais lindo ainda será
O encanto que me deres

Bela praia está de perto
Bela saudade de te ver
Mais bela a minha vida
Quando estás perto do meu ser

Forte mágoa a que sinto
Forte ciúme de mulher
Mais forte ainda é
De tanto tempo sem te ver

Terna saudade de ti
Terna amizade que bracejo
Mais terna de cada vez
Quando em sonhos te revejo

Longa noite penso em ti
Longa vida eu te quero
Mais longa a minha dor
De partida e enquanto espero

Lucília Monteiro

PRODUTOS, SERVIÇOS E EMPRESAS

Girassol – produtos naturais
 http://www.girassol.com/

CULTURA

Miró: The Experience of Seeing (UNC TV)

JUSTIÇA

Justiça ambiental e sustentabilidade para todos: em busca da harmonia entre homem e meio ambiente – texto de Raquel Fabiana Lopes Sparemberger e Camila Copetti
… refletir sobre a crise ambiental que assola a sociedade, já denominada de risco e, que requer a elaboração de novos modelos de ação para o desenvolvimento sustentável, incluindo a luta por justiça ambiental como extensão do movimento moderno pelos direitos civis. A produção do artigo ocorre a partir da problematização de algumas questões que hoje se apresentam como características da modernidade e da crise na relação homem-natureza. O paradigma da modernidade levará ao colapso da natureza e, consequentemente, da própria humanidade, com seu estilo de vida profundamente arraigado nos modos de produção capitalista. Entretanto, ao passo que o paradigma da modernidade pode levar a este colapso, a própria natureza da sociedade de risco que lhe é pertinente aponta uma ambivalência, relacionada tanto a desastres quanto a oportunidades. Diante dessa evidência, buscou-se levantar alguns conceitos e reflexões que possibilitem uma melhor compreensão desta intrincada relação do ser humano consigo mesmo, com o outro e, especialmente, com o meio ambiente no qual está imerso. Busca-se a possibilidade de reencontrar uma relação equilibrada do ser humano com a natureza como caminho de preservação, do desenvolvimento sustentável e da justiça ambiental, isto em meio à sociedade tida como de risco.
Continua em
http://huespedes.cica.es/gimadus/21/08_justicia_ambiental_y_sostenibilidad.html 

SAÚDE

Atlas da saúde



POLÍTICA

Presidência da República Portuguesa


DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO

Relações Públicas operacionais
Os primeiros estádios num programa de Relações Públicas são:
1 – Definir o objetivo
2 – Fazer a pesquisa
3 – Planear

Análise de problemas e planificação de programas
Estas são as questões às quais se devem dar respostas claras por escrito:
1 – Finalidade do programa de Relações Públicas? – Estabelecer com sucesso a harmonia, uma nova empresa / …
2 – Quais os problemas a serem solucionados? – Adequada integração dos recém chegados, com os habitantes locais.
3 – Favorecimento das Relações Públicas? – O objetivo é ser grandemente favorecido.
4 – Como gerir o plano? – Gerido pela administração.
5 – Quem executa o programa? – Relações Públicas e equipa de apoio.
6 – Que meios de comunicação usar? – Discursos, conversas, discussões, filmes, vídeos, apresentações audiovisuais, material impresso, correio, cartazes, comunicados de imprensa, publicações periódicas da empresa, meios de comunicação social (rádio, TV), exposições.

7 – Quanto custará? – Depende do que a administração esteja disposta a atribuir ao programa (depende da soma de dinheiros possível, na quantidade de material a ser produzido e da qualidade da produção exigida).

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

EDUCAÇÃO / DA AUTORA E DE CAMBRES / OPINIÃO

Linguagem
A gíria e o calão fazem parte de qualquer língua do mundo. Por vezes utiliza-se vocabulário impróprio em determinadas situações, mas que refletem determinados contextos. No entanto, nem sempre a educação que recebemos é fruto dessa linguagem específica. Muitas vezes resulta do convívio e do ambiente em que estamos inseridos.
Os seres humanos utilizam certas palavras para definir estados de espírito momentâneos e, de certa forma, incontroláveis, face a determinadas atitudes ou ações. Outros há que fazem uso desta linguagem como sendo genérica e usual.
Não é correto o uso de expressões impróprias. Mas isso não implica que não aconteça. Muito menos que não conheçamos alguém que as use e que, à parte disso, continue a ser nosso colega ou amigo.
Apesar de tudo, devemos ter antes uma linguagem cuidada, regrada, concreta e com sentido, indo de encontro a um único objetivo – a educação social. Faz parte dessa educação, educarmo-nos a nós e aos outros.

Lucília Monteiro

terça-feira, 15 de novembro de 2016

CULTURA

Rubrica
Destinos de Portugal
Cambres
 Mapa da vila de Cambres - concelho de Lamego
 Vista geral do centro da vila
 Igreja de São Martinho de Cambres
 Torre do Relógio - Castro
 Casa da Corredoura
 Escola do 1.º Ciclo
 Recinto de festas
Livro sobre Cambres

Páginas de Cambres


terça-feira, 1 de novembro de 2016

OPINIÃO

Depois de Mossul
Em Mossul não se joga apenas o destino do Daesh, mas sobretudo o futuro do Iraque.
Decidirá a batalha de Mossul o destino do jihadismo e o futuro do Médio Oriente? Anuncia-se uma batalha que poderá durar meses, sobre a qual se traçam cenários de pesadelo e em que o mais importante será — sem paradoxo — o que virá depois. São duas batalhas entrelaçadas e inseparáveis, a militar e a política. No Iraque o político é sempre mais complicado do que o militar. Na primeira batalha joga-se o destino do Daesh (Estado Islâmico); no day after, joga-se o Iraque.
Para lá das minas com que os jihadistas armadilharam Mossul, é elevado o risco de explosão das “minas étnico-políticas” que caracterizam o Iraque e que podem levar à sua desintegração final, com ressonância na Síria e em toda a região. “Expulsar o Daesh e manter a paz são duas coisas muito diferentes”, resume o especialista americano Michael Knights.
Após a queda de localidades estratégicas, iraquianas e sírias, que tornaram o Daesh muito vulnerável, os Estados Unidos e a coligação internacional não podem retardar a reconquista da Mossul, segunda cidade do Iraque e verdadeira capital dos sunitas iraquianos, submetida ao terror jihadista. Disso depende uma nova estratégia para o Iraque e para a Síria — “Siraq”, segundo o novo calão. Num plano mais largo, a ofensiva contra Mossul é uma réplica à ofensiva russa contra Alepo. Do ponto de vista do Daesh é improvável uma retirada estratégica da cidade em que Abu Bakr al-Bagdadi proclamou o seu fantasmático califado e que lhe é vital em termos políticos e financeiros. Não é compatível com a sua lógica apocalíptica.
Coligações de rivais
A correlação de forças parece tornar inevitável a reconquista de Mossul. Do lado jihadista estarão entre 3000 e 4500 combatentes, do outro mais 50 mil homens: as forças especiais do exército iraquiano e os peshmergas curdos, apoiados por milícias xiitas, milícias tribais sunitas e tropas “auxiliares” americanas e europeias. O problema é o preço.
Não haverá “massacre aéreo” como em Alepo. Será uma batalha em terra, nos labirintos de uma cidade armadilhada, com um milhão e meio de habitantes que poderão servir de “escudo humano” aos jihadistas. Há um dito clássico: “A selva urbana é um pesadelo para as forças atacantes.” Não faltam cenários de catástrofe, que fazem parte da realidade previsível e também da guerra psicológica. Milhares de mortos? Centenas de milhares de pessoas em fuga? Destruição das pontes do Tigre? Ofensiva terrorista na Europa? Não vale a pena continuar o rol.
Um ponto fraco da coligação, que muitas dores de cabeça dará aos americanos, é a rivalidade das forças no terreno. As unidades especiais do exército iraquiano, treinadas por americanos, não serão suficientes para garantir a batalha. Ex-inimigos, iraquianos e curdos aparecem nesta fase de mãos dadas. Mas os peshmergas, a melhor tropa, não poderão entrar na cidade por decisão do governo de Bagdad, dadas as aspirações curdas sobre a região.
As milícias xiitas são indesejáveis em Mossul. Se as Unidades de Mobilização Popular — milícia xiita com conselheiros militares iranianos e um pesado cadastro de vinganças — entrassem na cidade, os curdos fariam o mesmo e, nesse caso, os turcos seriam tentados a avançar. Também os chefes sunitas da província de Nínive (a que pertence Mossul) são rivais entre si.
Os turcos foram mantidos de fora, pelos seus desígnios sobre Mossul, mas não desistiram de participar na decisão do estatuto da cidade, que consideram parte do universo otomano. Afirmou Erdogan: “Se a coligação não quer a Turquia na operação contra Mossul, a Turquia activará o plano B e o plano C.” Mas não disse o que seriam. Ancara preocupa-se com os curdos e prepara “o pós-Mossul”, diz o analista turco Soner Cagaptay. “Ancara calcula que o Iraque permanecerá um Estado fraco e quer ter uma zona de influência no Norte, para se precaver contra os riscos decorrentes da instabilidade do país.” O Irão, actor central no Iraque, mantém uma sibilina reserva, mas está indirectamente no terreno.
Apetites de partilha
Mossul é desde a Antiguidade uma importante cidade. Desperta as ambições, pelo petróleo e pelo seu valor estratégico. O seu destino muito pesará numa reconstrução ou dissolução do Iraque. A sua libertação deverá favorecer os sunitas na relação de forças com as outras comunidades. Mas pode também acelerar a desintegração do país. São muitas as referidas “minas ético-políticas” no mosaico confessional que é Nínive.
Não são apenas as potências vizinhas que têm interesses contraditórios que poderão eclodir após uma derrota do Daesh. Também as minorias — yazidis, turcomanos (uns sunitas, outros xiitas), cristãos ou assírios — têm longas listas de queixas e surgem planos para transformar os seus territórios em cantões autónomos dotados de total autonomia, estilhaçando Nínive, numa lógica de “cantonização”. O mesmo pensam algumas tribos.
Aparentemente, trata-se de proteger as minorias oprimidas. “É o contrário”, responde a analista Beverley Milton-Edwards, do Brookings Doha Center. “Tais propostas são largamente motivadas por interesses sectários, patriarcais, tribais ou étnicos encobertos à custa dos direitos e da protecção de outras partes. (...) As suas implicações e riscos em termos da integridade territorial do país podem ser desastrosas.” Como seria em termos de segurança? “Teria cada putativo cantão de Nínive a sua própria segurança, uma polícia e serviços de informação?”
O problema não está essencialmente nas minorias, mas na sua manipulação pelos mais fortes, sunitas e xiitas, turcos, curdos ou iranianos. É aqui que começa o risco de desintegração de Nínive que, a seguir, “atearia o fogo” a todo o país.
O Estado iraquiano.
Depois de Mossul, regressará em força o combate de ideias quanto ao que o Iraque deve ser. As diferentes forças têm concepções divergentes. Primeiro na Mossul sunita, que “não ama” o governo de Bagdad e cuja opinião é hoje uma grande incógnita. Abre-se uma oportunidade de reorganizar o Iraque. Os sunitas opõem-se a um governo central forte que será sempre dominado pela maioria xiita, exigindo uma grande autonomia das províncias. Uma parte dos xiitas quer manter ou até alargar a sua hegemonia, tal como o Curdistão iraquiano não abdicará da sua autonomia — uma quase independência —, nem dos territórios ocupados quando da ofensiva do Daesh e que lhe valeu o controlo de Kirkuk e do seu petróleo. Neste momento, o governo central está extremamente debilitado e muitas milícias xiitas nem sequer lhe obedecem.
A primeira batalha, a de Mossul, será sangrenta e deverá marcar a eliminação do Daesh do Iraque, a curto ou médio prazo. Mas a batalha política que se lhe seguirá tem uma muito mais larga dimensão, na medida em que nela se jogam a unidade do Iraque e o equilíbrio de forças no Médio Oriente. Só se saberá quem venceu em Mossul depois de se saber quem venceu em Bagdad.

Jorge Almeida Fernandes (in www.publico.pt/ 

DA AUTORA E DE CAMBRES

São flores

Uma rosa sinuosa
Formosa que ela é
Um espinho que nela existe
Esse espinho de saudade
Que pica, dói e aperta
Prolonga o sofrimento
Apesar daquelas pétalas
Da cor da sensação
Do momento desejado

Um malmequer, bem-me-quer
Com carinho se desfolha
Se desprende do seu corpo
Com ternura e afeto
Que acena, adoça e dá
Prolonga o sentimento
Apesar de no final
Ajudar a refazer
O que de mal ou bem há
Um lírio enraivecido
Com sentimento de dor
Um carinho escondido
Em pétalas definido
Que suplica, envelhece e vai
Prolonga o entusiasmo
Apesar do seu sentido
Pobre, doce e libertado
Do caminho percorrido

São flores
Que nos dão vida
Que nos encantam
E que matam os desejos


Lucília Monteiro

PRODUTOS, SERVIÇOS E EMPRESAS

Entidade nacional para o mercado de combustíveis

TECNOLOGIA

A importância das novas tecnologias

JUSTIÇA

Justiça com A – revista de justiça, direito e opinião

EDUCAÇÃO / TEXTOS, POEMAS, EXCERTOS

A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.

John Dewey 

ECONOMIA

Economizar no dia-a-dia

SAÚDE

Benefícios e propriedades do chá de lúcia lima
http://chabeneficios.com.br/planta-lucia-lima-beneficios-e-propriedades/