terça-feira, 23 de abril de 2013

DO PÚBLICO E PARA O PÚBLICO

Agenda Setting

A origem do conceito de agendamento está no jornalista norte-americano Walter Lippman, grande pesquisador de opinião, da primeira metade do século XX. Para ele, " a notícia não é um espelho das condições sociais, mas um relato de um aspeto que se impôs". Seguindo esta linha de pensamento, aproxima os conceitos de notícia e opinião pública. Contudo, a formulação clássica do conceito surge também nos Estados Unidos, no final da década de 60 com Maxwell E. McCombs e Donald Shaw: “A Teoria do Agendamento pressupõe que as notícias são como são porque os veículos de comunicação nos dizem em que pensar, como pensar e o que pensar sobre os fatos noticiados.”
Os media demarcam a opinião pública ao destacar quais são os temas de maior relevância em relação ao público, separando os que depois são descartados. Pode afirmar-se que existe um filtro de notícias que separa quais delas serão publicadas ou não – Teoria do Agendamento ou Agenda Setting.
Segundo Shaw, "as pessoas têm tendência para incluir ou excluir dos seus próprios conhecimentos, aquilo que os media incluem ou excluem do seu próprio conteúdo". É disso que se trata o agendamento.
Brum define e carateriza a Agenda Setting desta forma: “A essência do conceito da teoria do agendamento não está muito longe da realidade, pois se tem constantemente uma enxurrada de informações que são selecionadas e dispostas de maneira que algumas noticias recebam uma ênfase maior, como é o caso das notícias que aparecem na cada dos jornais, revistas, telejornais”.
A ação dos media, no conjunto de conhecimentos sobre a realidade social, forma a cultura e atua sobre ela. Para Noelle Neumann, essa ação tem três caraterísticas principais:
  • Acumulação: é a capacidade dos media para criar e manter relevância de um tema
  • Consonância: as semelhanças nos processos produtivos de informação tendem a ser mais significativas
  • Omnipresença: o fato dos media estarem em todo o lugar com a aprovação do público, que reconhece sua influência
Em conclusão, os media detêm o poder de regular os temas que serão discutidos no dia-a-dia das pessoas.

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