sábado, 22 de junho de 2013

ECONOMIA, EDUCAÇÃO E JUSTIÇA


A imprensa e o carater móvel vão desenvolver a indústria do papel. No século XV (1440 – 1500) deixam-se os manuscritos e passa-se à impressão. O livro atinge o nível de impressão, com o nome de INCUNÁBULO (utiliza decoração gravada em madeira ou zinco):
- Incunábulo xilográfico – Placas unidas gravadas; ligado à estética do livro, em relação à decoração
- Incunábulo tipográfico – Carateres móveis; instrumento para o texto.

            O PAPEL
            A invenção da imprensa vai divulgar o papel na Europa. É mais barato e mais fácil de trabalhar que o pergaminho. O papel surgiu na China no ano 105 da nossa era. Com o evoluir dos séculos, o papel vai aparecendo no médio Oriente (século 5-8). Em 1100 aparece em Marrocos e entra na Europa através de Espanha. No século XIII a Itália começa a fazer o seu próprio papel. A Alemanha começa em 1390 e a Inglaterra em 1494.
            O documento europeu mais antigo executado em papel é datado de 1109 e é a escritura de um conde Siciliano, o qual está escrito em latim e árabe.
            Os primeiros papeis eram de débil estrutura e absorviam muito a tinta. Havia indiferença em relação ao papel devido à força da igreja. A não utilização de papel pela igreja deve-se à sua proveniência (como vinha dos árabes, era considerado “infiel”). Para além disso o papel não tinha caráter simbólico e o pergaminho era o material de maior requinte.
            Os primeiros métodos utilizados para fazer papel baseavam-se na mistura de fibras vegetais e outros materiais (desperdícios), sendo tudo desintegrado com a utilização de água e com a ajuda de uma mó. Passava-se a massa para formas próprias e era prensada. Depois da pasta seca, era impermeabilizada com uma espécie de cola, de modo a que o papel absorvesse só uma determinada quantidade de tinta.
            A livraria real, as sinagogas e os conventos, são dos elementos que serviram de oposição na entrada do papel em Portugal. A iluminura era muito rica na época de D. Manuel, em Portugal. O papel era submetido ao processo de inserção de um filigrama (marca de produção executada na fábrica onde o papel era produzido). Esta marca que figurava no papel tem o nome de MARCA DE ÁGUA. Esta marca é uma inovação feita por meio de um desenho em arame e que é colocado sobre a rede do molde do papel. É marca da casa que identifica o moinho ou editor de onde provinha o papel. A simbologia utilizada é inspirada na emblemática nacional.
            A Itália introduziu o facto de as obras serem escritas na língua local, facto que não era muito usual, pois todos os livros eram escritas em latim.
            Quando a imprensa surge, o papel vai assumir um novo dinamismo. Com a imprensa vai desenvolver-se também a tinta. Esta era a óleo porque não era tão facilmente absorvida pelo papel. Surge também a prensa, daí o nome de Imprensa. A prensa vai servir para extrair os restos da água contida no papel e depois serve para imprimir a tinta a óleo.

PRIMEIRAS XILOGRAVURAS
 
As xilogravuras são imagens concebidas em suportes de madeira (início do século XIV) e são de caráter religioso. As xilogravuras, utilizadas separadamente dos livros, serviam para o povo poder fazer orações perante a peste.
            A partir dos meados do século XV é que se vai assistir à alusão nas várias obras do sombreado, do relevo, vida e perspetiva. Surgem nesta altura as primeiras obras datadas.

INSTALAÇÃO DA IMPRENSA EM PORTUGAL
            Os primeiros impressores em Portugal foram germânicos, apesar dos maiores serem judeus. Em 1480, na época dos incunábulos, surgem os primeiros livros de forma que são ainda executados em carateres góticos bem formatados. A tipografia é introduzida por impressores estrangeiros, principalmente os de Espanha.
Os primeiros livros impressos estão envoltos numa certa ambiguidade quanto à atribuição do local onde foram executados, dividem-se entre as cidades de Faro e Chaves, locais onde se pensa terão aparecido as primeiras tipografias. Lisboa parece ser a segunda cidade a ter uma tipografia, mas de origem hebraica.
O “Tratado de Confissão” é a obra escrita em português mais antiga.
Em 1945 assistimos à chegada a Lisboa do alemão  Nicolau de Saxónia, que se associa a Fernão de Morávia, os quais vão executar uma primeira obra conhecida como “Vitta Cristi”. Esta é provavelmente a obra mais importante em Portugal nesta altura. Nela foram utilizadas pela primeira vez, ilustrações com gravuras de impressão portuguesa. Utiliza carateres góticos.
A imprensa é um negócio artesanal e está ligada a uma cooperação hierarquizada. Em 1497 há um impressor português – Rodrigo Álvaro – ligado à obra executada no Porto, “Constituições”.

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